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Agricultura irrigada e gestão de recursos hídricos para desenvolver o Nordeste

22 de novembro de 2016
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A representante da Codevasf, Ericka Cunha, apresentou os esforços institucionais e técnicos para a preservação e o bom uso dos recursos hídricos no Nordeste.

A representante da Codevasf, Ericka Cunha, apresentou os esforços institucionais e técnicos para a preservação e o bom uso dos recursos hídricos no Nordeste.

Painel com especialistas de diversas instituições discutiram problemática durante o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação Sustentáveis do Nordeste

A Política Nacional de Recursos Hídricos, que determina – dentre outras coisas – a cobrança pelo uso da água para atividades como a agricultura irrigada, existe desde 1997, mas tais determinações ainda têm passado ao longe dos rios maranhenses. Essa e outras situações foram discutidas durante o Papo Com Especialistas sobre Recursos Hídricos, realizado durante o TECH Nordeste 2016.

Contando com a participação de representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Universidade Federal do Maranhão, da Federação da Agricultura do Maranhão (Faema), da Embrapa e da Codevasf, o painel apresentou cenários de atuação das instituições, aliando-os às questões que perpassam o tema, especialmente as que impedem o desenvolvimento econômico da região a partir do uso sustentável dos recursos hídricos.

De acordo com João Carlos de Carli, da CNA, o potencial de uso deste recurso para a agricultura irrigada é imenso – levando em consideração que 12% da água potável do mundo está em solo brasileiro – mas o aproveitamento para produção de alimentos é quase irrelevante. O Brasil ocupa o 10º lugar no ranking de países que utilizam agricultura irrigada e nem chega perto da China, que lidera o ranking. “O potencial agrícola de um hectare de terra irrigada aumenta 3,5 vezes em comparação a um hectare que não utiliza a técnica”, argumentou.

O uso da agricultura irrigada tornou-se necessidade diante do crescimento da população planetária, segundo o pesquisador da Embrapa Valdemício Ferreira. As safras e ciclos de produção atuais precisam ser planejados para atender a muito mais gente que há dez anos, por exemplo. “A perspectiva é que, até 2025, 68% da alimentação do planeta seja fruto de agricultura irrigada e essa realidade irreversível precisa ser difundida e compartilhada em nossa região”, defende Ferreira.
No Maranhão, o uso ainda é restrito, mas a experiência de Aldeias Altas – cidade da região dos Cocais que abriga uma usina de etanol – é emblemática quanto ao uso de recursos hídricos para a agricultura irrigada: a cidade, com apenas 25 mil habitantes, consome mais água que São Luís, que tem mais de 1 milhão de habitantes. Enquanto a capital utiliza 2,5 m3/s captadas do rio Itapecuru, as lavouras de cana-de-açúcar de Aldeia Altas consomem 3,8 m3/s de águas captadas do rio Parnaíba.

Para César Viana, engenheiro agrônomo que representou a Faema durante o painel, estes dados mostram que os recursos hídricos precisam ser usados com cautela para não comprometer a vitalidade das bacias hidrográficas. “O Maranhão é um estado em que chove bastante e isso nos faz concluir, equivocadamente, que temos abundância de águas, mas isso precisa ser utilizado com cuidado”, defende Viana, que defende a implantação de meios de cobrança por parte do Governo Estadual ou prefeituras municipais pela utilização da água dos rios para irrigação de lavouras, conforme prevê a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Experiência no Nordeste – A Companhia de Desenvolvimento do Rio São Francisco, Codevasf, é a responsável pelo maior projeto de irrigação em atividade no Nordeste, o Nilo Coelho, implantado entre os estados de Pernambuco e Bahia, com 23 mil hectares e 1.027 contribuintes, passando a ser cobrados a partir de 2013.
Em 2012, a arrecadação com a cobrança ultrapassou os R$ 103 milhões nas cinco bacias interestaduais da região que já cobram pela água. A lei determina que o dinheiro pago seja investido na recuperação e na preservação dos rios, mas na prática, o que se constata é que falta agilidade na implantação dos projetos, um entrave a ser superado.

 

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