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Brasil precisa implementar tecnologias para gerir recursos hídricos, dizem especialistas

1 de dezembro de 2016
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Painel no TECH NORDESTE discutiu o uso e a preservação das bacias hidrográfica no estado do Maranhão e da região Nordeste.

Painel no TECH NORDESTE discutiu o uso e a preservação das bacias hidrográfica no estado do Maranhão e da região Nordeste.

Estudiosos destacaram a necessidade de o país buscar aparato tecnológico para captar e reaproveitar água, reduzindo desperdícios.

O Brasil é o país que possui a maior reserva de água doce do planeta. Mesmo detendo 12% do recurso hídrico mais fundamental para a existência da humanidade, a grande pergunta que se faz é: Será que cuidamos bem da nossa abundante riqueza hídrica? Para discutir aspectos como este, além de outras problemáticas, o TECH NORDESTE – Fórum de Ciência Tecnologia e Inovação Sustentáveis para o Desenvolvimento da Região Nordeste realizou painel com especialistas na temática.

O engenheiro agrônomo e especialista em direito ambiental e recursos hídricos, João Carlos De Carli, representou a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) no painel e trouxe para as discussões a importância da água e sua melhor utilização.

“O Brasil é riquíssimo em recursos hídricos, com bacias hidrográficas significativas, mas pobre por não saber utilizá-las. Existem iniciativas ao redor do mundo que precisam ser tomadas como exemplo pelo Brasil, como a que foi implantada em Israel, onde a tecnologia de captação e reaproveitamento da água reduz o desperdício a praticamente zero. Precisamos estudar e implementar iniciativas como esta e conscientizar a população que a preocupação com os recursos hídricos dever ser urgente e determinante para o nosso futuro”, enfatizou De Carli.

No painel, os recursos hídricos também foram analisados sob a ótica do desenvolvimento socioeconômico, assim como o potencial da agricultura familiar irrigada e questões relativas à hidrografia maranhense, como as que envolvem o Rio Itapecuru.

Segundo o professor aposentado de Agronomia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), César Viana, o Itapecuru, que é genuinamente maranhense e passa por 55 municípios, sendo responsável direto pelo abastecimento de 75% da capital do estado, merece maior atenção da sociedade e dos governantes.

“O rio é icônico e importante para o estado do Maranhão, assim como o São Francisco é para o Nordeste e o Amazonas para o Brasil”, comparou o professor, continuando: “É um rio que deu origem à interiorização da população e às grandes cidades do nosso estado e ele está morrendo, sofrendo com a poluição e a degradação. Mas precisamos ir além da revitalização. A proposta é aproveitar o Itapecuru como instrumento de riqueza, de produção: defendemos não apenas a preservação, mas o aproveitamento do rio com sustentabilidade”, ressaltou Viana.

Agricultura familiar no Maranhão
Valdemício Ferreira, agrônomo e doutor em irrigação e drenagem e pesquisador da Embrapa Cocais, levou para o painel um tema diretamente ligado ao Maranhão e suas potencialidades. Durante sua participação, ele destacou a importância que a agricultura familiar irrigada pode vir a ter para a economia do estado.

“Se discute muito em todo o mundo a agricultura irrigada pelo fato de ser a atividade que tem maior consumo de água comparada com as demais. Entretanto, precisamos levar em consideração os resultados e passar a considerá-la como uma atividade importante para a economia não apenas da região, mas de todo o país. Lógico que precisamos ter os devidos cuidados e usarmos a tecnologia ao nosso favor, porque senão estaremos causando grandes prejuízos, tanto ambientais quanto econômicos se utilizarmos a água de forma desordenada”, alertou Ferreira.

A chefe da unidade de meio ambiente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Ericka Cunha, apontou a importância da realização do TECH NORDESTE e a sua função de sensibilizar a sociedade sobre temas de impacto na vida da população. “A Codevasf preza pelo desenvolvimento sustentável e para que a sociedade tenha conhecimento do que vem sendo feito pela nossa companhia por diversas outras instituições. Eventos desta envergadura são fundamentais para ampliar esses debates”, concluiu Cunha.

Plano de ação conjunto
As temáticas abordadas durante os painéis Papo com Especialistas, que aconteceram nos três dias do TECH NORDESTE, irão se transformar em um documento oficial com sugestões, propostas e iniciativas que foram apresentadas no evento. O objetivo é montar um plano de ação conjunto envolvendo órgãos governamentais, instituições de ensino, empresas e a sociedade civil organizada.

O TECH NORDESTE ciou um espaço referencial de geração e difusão de conhecimentos científicos, tecnológicos e inovadores na região Nordeste para a construção de conteúdos qualitativos e soluções aplicáveis ao dia a dia dos pequenos negócios e da sociedade nordestina.

No total, o evento teve 61 ações entre workshops, palestras, minicursos, painéis, conferências, mostra de trabalhos científicos, protótipos e projetos, entre outras ações, em um espaço onde se concentraram 18 quiosques, 16 estandes, cinco salas, auditórios e uma arena para talks shows. A realização levou a assinatura do Sebrae no Maranhão e Sistema Sebrae Nordeste e apoio do Senai, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação e Emap, TVN, Enova, Infortask, Hack São Luís, Fapema, Embrapa, Ufma, Uema, Ifma, Faculdade Pitágoras e Faema.

Não perca tempo, participe!


Antecipe seu credenciamento e evite filas no acesso ao evento. Basta inscrever-se gratuitamente aqui no site e comparecer ao Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana.
As capacitações não terão inscrições prévias. As vagas são limitadas e serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada dos participantes.


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